day
Vinte planos desenhados antes do primeiro prompt. A IA gerou; a direção veio antes.
Vinte planos desenhados antes do primeiro prompt. A IA gerou; a direção veio antes.
O ponto de partida foi o solo de Seize the Day. Antes de gerar qualquer imagem, montei um board com vinte planos numerados, cada um com enquadramento e intenção definidos. Só depois cada quadro virou um nó de geração. A ordem importa: quem gera primeiro e decide depois não dirige, garimpa.

A paleta inteira é osso, chumbo e preto. A única saturação que sobrevive no filme é a rosa vermelha, que reaparece plano a plano. É uma regra só, repetida do primeiro ao último quadro, e é ela que faz vinte gerações independentes parecerem um filme só em vez de vinte clipes parecidos.

O filme adia o personagem de propósito. Primeiro o cemitério, depois a mão ligando o amplificador, a bota sobre a lápide rachada, a sombra projetada no chão. O rosto só aparece aos vinte e dois segundos. Adiar o rosto é o que transforma uma sequência de planos bonitos em narrativa.

Fazer em traço pintado não foi decisão só de gosto. Semelhança de pessoa real em fotorrealismo gerado é terreno escorregadio; em ilustração, ela vira interpretação, não captura. O estilo resolveu o problema plástico e o problema ético no mesmo gesto. As imagens passaram por upscale antes de virarem movimento.

Publicado como Reel. Solo de guitarra em cover por wellersoncec14; ambiência e efeitos de bibliotecas livres.
Sou designer sênior e diretor de arte, moro no Rio e trabalho com identidade, campanha e sistema visual. Se você tem um projeto em mente, me chama que a gente conversa sem compromisso.
